terça-feira, 13 de março de 2012

UM POUCO DA HISTÓRIA DE CAMPO FORMOSO





O município de Campo Formoso, detentor de inúmeras serras, belos rios, riachos, cascatas, de um grande potencial espeleológico e mineral tem o seu nome originado a partir da designação que os indígenas davam à região, "nuporanga", vocábulo indígena que significa "campo belo". Da língua Tupi nhu: "campo"; e porã: "belo, lindo, bonito".
As origens de Campo Formoso remontam ao inicio da colonização das terras do interior do Brasil colônia no séc. XII. Foi à primeira povoação que surgiu em todo Norte do estado da Bahia por força da presença dos bandeirantes baianos em busca das minas de ouro e prata, eram terras habitadas pelos índios sapoiás, paiaiás e secaquerinhéns, todos do grupo dos Quiriris que formavam a grande nação dos Tapuias.
Por essas paragens passaram aventureiros seguindo a trilha de Bento Surrel, que descobriu o salitre em 1671. Belchior Dias e Francisco D’Avila que se aventuraram por essas terras, tendo fundado a Fazenda escurial, isso há mais de trezentos anos. O governador D. João de Lencastro na busca do salitre e para pesquisar e desvendar minas no tempo do Vice-Rei Vasco César quando andou por estes sertões o desbravador Pedro Barbosa Leal. Também o lendário Romão Gramacho, cujo nome está ligado à procura de ouro nos sertões da Bahia. E, em começos do século XIX certo Simão Moreira procurando minas de prata e, naquela época explorou tabuleiros e grotas. Finalmente, no começo deste século explorou a região o mineralogista e geólogo norte-americano John Casper Branner.
Entre os anos 1654 e 1659 o Padre Antônio Pereira e seu irmão Garcia D`Ávila conseguem uma sesmaria, nela estava a área onde situa-se o município de Campo Formoso. A família Garcia D`Ávila ou Casa da Torre promoveu guerras, perseguições e matanças de índios e missionários, atos que proporcionaram o desaparecimento dos índios da região das Jacobinas.
Em 1655, quando os primeiros missionários chegaram ao sertão das Jacobinas encontraram mais de 80 aldeias indígenas. A partir daí fundam missões na Jacobina Velha (Leste do município) e no Vale do Salitre. Elas eram: Missão de São Gonçalo do Salitre, Missão dos Paiaiás e Missão de São Francisco Xavier.
Missão Paiaiá recebeu boa assistência espiritual e para a vida secular, isso contribuiu de maneira marcante para o progresso da povoação que surgiu a partir da Missão.
A situação das missões passou a ser não tranqüila em função da perseguição que a família Garcia D`Ávila promoveu contra os índios. Eram escravizados para trabalharem em minas de extração de salitre, situadas na região de Pacuí. Os D`Ávila apossaram-se das riquezas naturais e das melhores terras dos índios. Essa família organizou diversas campanhas contra os índios, entre elas, destaca-se a do Salitre, considerada a mais cruel e injusta, na qual foram sacrificados quase quinhentos guerreiros índios.
Em 1759, quando o Marques de Pombal conseguiu junto ao rei de Portugal um decreto que expulsou os jesuítas existentes em Portugal e suas colônias as missões das Jacobinas foram abandonadas. Assim, devido à escravização e às guerras os índios da região das Jacobinas foram sendo progressivamente exterminados.
Em 1682, o povoado foi elevado à categoria de freguesia, pelo decreto do 1º arcebispo da Bahia, D. Gaspar Barata de Mendonça, recebendo então o nome de Freguesia Velha de Santo Antonio da Jacobina.
Em 1770 a Freguesia Velha de Santo Antonio da Jacobina era a mais importante povoação da região das Jacobinas. Esse desenvolvimento alimentou o desejo da população daquela época para a elevação da freguesia para a categoria de vila, fato que veio a se consumar em 28 de julho de 1880 pela Lei Provincial nº. 2051, quando o município foi criado com território desmembrado de Vila Nova da Rainha, atual Senhor do Bonfim. A instalação do município deu-se em 22 de julho de 1883.
No século XX a sede do município foi eleva da à categoria de cidade, precisamente no dia 30 de novembro de 1938 pelo Decreto-Lei Estadual, nº. 11.089, que entrou em vigor no dia primeiro de janeiro de 1939.
REFERÊNCIAS
FREITAS, Edith Alves de; SILVA, José Freitas da. 1996. História da Freguesia Velha de Santo Antonio – Campo Formoso.
SRH/ PEACS/ DAMICOS. 2002. Cenário Socioeconômico e Ambiental da Bacia do Alto e Médio Itapicuru, Bahia, Brasil.
Folheto Comemorativo ao centenário de Campo Formoso. 


sábado, 22 de outubro de 2011

I CONFERÊNCIA ESCOLAR DE MEIO AMBIENTE COLÉGIO MUNICIPAL JOÃO SEVERO DA CRUZ





A Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (COM-VIDA) e Equipe Gestora do Colégio Municipal João Severo da Cruz de Brejão da Caatinga realizaram a I Conferência Escolar de Meio Ambiente “Por um Brejão com mais Vida”. O evento que ocorreu dia 07 de outubro de 2011 atende aos anseios da Coordenação de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação e do Departamento de Meio Ambiente da Secretaria de Agricultura. Tais anseios são a priori fazer da escola um espaço de formação de cidadãos conscientes, aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global.


De acordo com o documento Formando COM-VIDA, Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola: construindo Agenda 21 na escola do Ministério da Educação e Ministério do Meio Ambiente, a proposta da criação das COM-VIDAS está ligada ao processo da Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, que em sua primeira edição, em 2003, produziu a Carta “Jovens Cuidando do Brasil”, que pedia a criação de espaços de participação em defesa do meio ambiente nas escolas. A Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida - COM-VIDA é uma resposta a esse pedido. Já na II Conferência, em 2005, muitas COM-VIDAS ajudaram suas escolas na organização das Conferências de Meio Ambiente.

A COM-VIDA faz parte da comunidade escolar. Todas as pessoas e organizações envolvidas com o tema na escola podem participar. Além delas, a escola pode convidar outras pessoas e organizações comprometidas com o meio ambiente. A melhor forma de participar é tomar a iniciativa e reunir pessoas em torno desse movimento por um mundo melhor. De uma forma geral, participam da COM-VIDA na escola: estudantes, professores, funcionários, pessoas da comunidade...

A Conferência na Escola é um momento muito rico, pois permite a estudantes, professores, funcionários e a comunidade escolar refletirem sobre a melhoria da qualidade de vida na escola, no lugar, no país e também no mundo. A Conferência na Escola é um espaço do conhecimento onde se exercita o debate público e a capacidade de defender, negociar e eleger idéias comuns. É o momento de reconhecer responsabilidades e de produzir ações e projetos.

O evento foi resultado da atuação brilhante do professor Olegário Santos Gomes (Coordenador da COM-VIDA), corpo administrativo, professores, alunos, pessoal de apoio e comunidade local. A Assessora do Departamento de Meio Ambiente, Suely Rita ministrou uma palestra pautada no tema: Agenda 21 Escolar e Sua Contribuição Para a comunidade. Os Técnicos de Meio Ambiente da Ferbasa, Josias Lopes Amorim Neto e Edgar Soares discorreram sobre as atividades realizadas pela empresa na área de Meio Ambiente.


Estudantes, professores, funcionários e a comunidade escolar debateram sobre os problemas ambientais da comunidade, as “pedras do caminho”, para posterior construção de um plano de ação. Para finalizar a Conferência um grupo teatral local denominado Caatincultura apresentou uma peça teatral cujo tema foi: “Nossa Missão é Cuidar do Meio Ambiente”.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PLANO DE AÇÃO DA ARARA-AZUL-DE-LEAR


Entre os dias 23 e 26 de agosto de 2011, em Salvador, aconteceu uma oficina para revisão do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Arara-Azul-de-Lear, espécie em perigo de extinção. É uma ave endêmica de uma restrita área na Caatinga baiana e o licuri, principal item alimentar da arara-azul-de-lear. Tem sua distribuição geográfica atual compreendendo os municípios de Canudos, Jeremoabo, Euclides da Cunha, Campo Formoso, Paulo Afonso, Sento Sé, Monte Santo e Santa Brígida.

A ação é uma continuidade ao Plano de Ação elaborado em 2006. O processo de monitoria do PAN é feito por meio da Coordenação de Plano de Ação Nacional (COPAN) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE). O município de Campo Formoso foi representado no evento pelo Professor Jasson de Oliveira Ferreira.

Para o replanejamento do Plano de Ação da arara-azul-de-lear foram apresentados como problemas relevantes a Perda de Habitat, o Trafico e a Falta de Conhecimento das Comunidades da área de ocorrência da arara.

As discussões foram pautadas na necessidade de Manutenção do crescimento populacional da arara-azul-de-lear, a partir da garantia e incremento da qualidade do habitat e do envolvimento das comunidades da área de ocorrência da espécie.

As metas propostas apontaram para um Programa de Educação Ambiental Integrado específico na área de ocorrência da arara-azul-de-lear, a melhoria do Habitat da arara-azul-de-Lear, o fortalecimento do Programa de Conservação e Manejo da Arara-azul-de-lear, a minimização de prejuízos (conflitos) causados por ataques de araras-azul-de-Lear em cultivos de milho em todos os municípios dentro da área de ocorrência da espécie, e para a redução do tráfico de araras-azuis-de-Lear.


A ararinha-azul pode retornar ao Sertão

Paul e Paula nasceram no inicio de julho mas a sobrevivência só foi confirmada após a passagem dos primeiros dois meses de vida, considerados críticos. O nascimento foi em um aviário da Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês), em Berlim, na Alemanha. Paul e Paula são ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii), aves típicas da Caatinga consideradas extintas na natureza desde 1990. A outra boa notícia é que algumas ararinhas, preservadas em cativeiro no exterior, podem “voltar para casa”, numa área em Curaçá, na Bahia.

Acesse o link: http://sertaomelhor.com.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=37&Itemid=37
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Álvaro Luiz
Jornalista