segunda-feira, 13 de agosto de 2012

TERRITÓRIO QUILOMBOLA DE CAMPO FORMOSO




O município de Campo Formoso, situada no Centro-Norte da Bahia, possui 20 comunidades quilombolas reconhecidas pela SEPROMI – Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, conforme a tabela abaixo. 

COMUNIDADE
DATA DA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Lage dos Negros
25/05/2005
Alagadiço de Lage dos Negros
06/12/2005
Casa Nova dos Amaros
12/05/2006
Casa Nova dos Ferreira
12/05/2006
Casa Nova dos Marinos
12/05/2006
Barrocas
07/06/2006
Bebedouro
07/06/2006
Buraco
07/06/2006
Lagoa Branca
12/05/2006
Laje de Cima
12/05/2006
Paquí
07/06/2006
Patos I
07/06/2006
Patos II
12/05/2006
Patos II
07/06/2006
Pedra
07/06/2006
Poço da Pedra
07/06/2006
Sangradouro I
07/06/2006
Sangradouro II
07/06/2006
São Tomé
07/06/2006
Saquinho
07/06/2006

A principal atividade produtiva destas comunidades é a agricultura do tipo familiar, com destaque para criação de caprinos, o cultivo do sisal e o plantio de mamona, feijão, o milho e a mandioca com expressiva produção de farinha. A comercialização da fibra de sisal é feita sem o beneficiamento, resultando em baixa rentabilidade para ambas as comunidades. É preciso registrar que essa cultura provoca muitas mutilações nos produtores rurais.

 A Comunidade de Lages dos Negros, primeira a ser reconhecido como Quilombola pela SEPROMI, distante 96 km da sede, foi fundada em meados do século XIX por um escravo negro, que conseguiu comprar uma terra de um Senhor de engenho. 
O território onde se encontra os 20 povoados quilombolas de Campo Formoso faz parte do polígono da seca, região do semi-árido do sertão nordestino. Nesta área grande parte do ano é caracterizada pela falta de chuva, onde ocorre uma estação chuvosa no fim do ano , as chamadas “chuvas de trovoadas”. A região é drenada pela Bacia do Rio Salitre, um dos afluentes do São Francisco
 
A vegetação local é composta por uma formação característica do semi-árido baiano, há também extensos tabuleiros com árvores de grande porte, ambos situados entre a Serra do São Francisco, Serra Escurial, Serra do Mulato e Rio Salitre.   
  
 A maior parte da população dessas comunidades é composta por pessoas extremamente carentes, cuja renda familiar é acrescida por recursos advindos de programas assistenciais do governo federal, pensões e aposentadorias.










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